fusoeseaquisições

Processo de M&A como financiamento alternativo

Advisory
31/01/2022
fusoeseaquisições

Com a conjuntura económica atual, muitas empresas do tecido empresarial português carecem de soluções de financiamento alternativas ao financiamento bancário. Quando aumentar a dívida não é viável e o acesso a financiamentos bancários fica progressivamente mais restrito, exige-se o recurso a soluções alternativas.

Para escolher de entre as diversas alternativas, importa desde logo perceber as características do negócio/projeto que carece de financiamento, como serão aplicados estes recursos, e qual o impacto desejado na estrutura de capital. Se a decisão passar pela venda de uma participação no capital social ou acionista da sua empresa, então a estruturação de um processo de fusão ou aquisição (do inglês Mergers and Acquisitions, ou M&A) pode ser a opção mais indicada para si.

Possíveis vantagens de obter com um processo de M&A

Conforme o nome sugere, um processo de fusão ou aquisição envolve alterações na estrutura acionista ou societária de uma empresa, quer seja pela entrada de um novo investidor ou pela integração num grupo empresarial. Assim, uma das vantagens é que, para além da entrada de liquidez financeira na empresa, este novo parceiro poderá trazer consigo know-how e outros recursos importantes para auxiliar a empresa a ultrapassar os problemas do curto prazo e na redefinição dos seus objetivos de médio e longo prazos.

Assim, cada vez mais o processo de fusões e aquisições  se apresenta como uma alternativa viável ao financiamento bancário. Ao contrário do processo normal de financiamento bancário, um processo de M&A, quer seja concretizado pela venda parcial das participações financeiras da empresa e/ou um aumento dos capitais próprios por entrada de um parceiro estratégico e/ou financeiro, concede benefícios que transcendem a simples angariação de capital, tais como: 

  • Expansão do negócio: a entrada de um investidor ou a integração num grupo empresarial poderá abrir novas portas ao seu negócio, seja no desenvolvimento de novos produtos até mesmo à entrada em segmentos e/ou mercados adicionais. Em várias situações, as empresas apresentam uma capacidade produtiva sólida mas são incapazes de a rentabilizar ao máximo, por não conseguirem obter a adjudicação de projetos com maior dimensão e recorrência. Também a expansão para novos segmentos ou novos países pode implicar elevadas barreiras à entrada (nomeadamente em termos de leis, regulação e outras particularidades), para as quais a empresa pode não ter capacidade de resposta interna. Contudo, quando associadas a um investidor/grupo estratégico com experiência e reputação, tais barreiras poderão ser mais facilmente ultrapassadas;

  • Otimização da estrutura operacional: para além dos benefícios que um investidor estratégico pode trazer numa vertente de expansão do negócio, também este poderá auxiliar na otimização da operação já existente. A título ilustrativo, uma empresa poderá integrar num grupo  de grande dimensão no setor (ou num setor complementar), e desse modo obter sinergias e economias de escala ao passar a ser mais uma peça fundamental na estratégia a jusante definida pelo grupo. Também a realização de novos investimentos e a adoção de procedimentos internos mais eficientes poderão aumentar a rentabilidade do negócio atual;

  • Otimização da estrutura de gestão: sendo este um tema aplicado sobretudo a empresas familiares, por vezes podem existir conflitos de interesse internos ou uma repartição ineficiente das responsabilidades atribuídas a cada elemento de gestão, o que acaba inevitavelmente por se repercutir em toda a cadeia de valor. A dependência face a um conjunto reduzido de pessoas introduz ainda uma limitação natural ao crescimento do negócio, pois sem uma linha secundária de gestão não haverá capacidade de resposta para o volume crescente de projetos. A este nível, também a integração de um investidor tradicionalmente mais “financeiro” – como uma Capital de Risco, que procura um determinado retorno num determinado espaço de tempo – mas especialista no domínio da gestão empresarial, permitirá "profissionalizar” a estrutura da empresa. Desde a definição de um Plano de Negócios com objetivos claros até à revisão integral dos Recursos Humanos, um investidor externo poderá auxiliar as empresas na eliminação destas barreiras internas ao crescimento, preparando-as para suportarem uma dimensão superior e até, eventualmente, uma venda futura.

Alguns potenciais riscos de processos de M&A

Contudo, os processos de M&A acarretam também alguns riscos, se não forem devidamente estruturados por uma entidade competente. 

Entre estes, destaca-se a importância de analisar e negociar cuidadosamente a estrutura proposta para a transação, sendo que na generalidade das situações esta irá trazer alterações drásticas que deverão ser claras para ambas as partes.

A Crowe Portugal

A Crowe dedica-se a prestar serviços de consultoria que visam reduzir ao máximo os riscos que envolvem todo o processo, desde a fase inicial de assessoria estratégica ao processo de M&A até à fase de fecho da transação, prestando apoio ao nível da preparação de Pitch Books / Information Memorandums, Avaliações, Due Diligence, Apoio à Negociação, Apoio na Integração e outras necessidades específicas que as empresas possam ter.

A Crowe está sempre disponível para encontrar soluções de M&A adequadas à sua empresa(*) e às suas reais necessidades, garantido a execução de todo o processo da forma mais rápida e segura.

(*) Empresas com faturação superior a 4 milhões de euros

Contacte-nos

Temos ao seu dispor uma equipa formada por profissionais altamente qualificados e experientes nas áreas em que operam.
Paulo Lourosa
Paulo Lourosa
Managing Partner
Advisory Firm