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Cibersegurança para Pequenas e Grandes Empresas

Conheça o básico

11/02/2025
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Segurança Cibernética para Pequenas Empresas

A Importância da Segurança Cibernética para Pequenas Empresas
A segurança cibernética nas pequenas empresas apresenta características próprias, distintas da proteção digital individual. Frequentemente, as pequenas empresas dispõem de menos recursos e conhecimento técnico, o que as torna alvos mais fáceis para ciberataques.

Responsabilidade pela Segurança
Uma das primeiras ações essenciais para garantir uma boa segurança cibernética é assegurar que alguém na empresa seja responsável pela segurança da informação. Seja o próprio proprietário ou um colaborador designado, é fundamental que essa pessoa compreenda as necessidades da empresa e assegure que as medidas de protecção sejam implementadas de forma contínua.

Se a empresa subcontratar parte da segurança, o responsável interno deverá monitorizar e garantir que todas as actividades essenciais, como a instalação de actualizações e patches de segurança, sejam realizadas correctamente.

Os Riscos Relacionados com os Colaboradores
Os colaboradores são frequentemente um dos maiores pontos de vulnerabilidade nas empresas. Muitos ataques cibernéticos ocorrem devido a erros humanos, como clicar em links maliciosos ou utilizar palavras-passe fracas. Para reduzir esses riscos sugere-se três estratégias principais:

  • Conscientização: Todos os colaboradores devem estar cientes de que são alvos de ataques e que qualquer descuido pode comprometer a segurança de toda a empresa.
  • Formação em segurança: Os colaboradores devem aprender a evitar comportamentos de risco, como abrir anexos suspeitos ou utilizar redes Wi-Fi públicas sem protecção.
  • Prática: Formações práticas, como testes de phishing, ajudam os colaboradores a identificar ameaças reais e a reagir de forma adequada.

Além disso, a empresa deve implementar políticas de acesso restrito. Os colaboradores devem ter acesso apenas aos dados e sistemas necessários para o desempenho das suas funções, reduzindo assim as probabilidades de fuga de informações sensíveis.

Políticas de Acesso e Controlo

  • Uso de credenciais individuais: Cada colaborador deve ter a sua própria conta para aceder aos sistemas da empresa, permitindo auditoria e rastreamento das suas acções.
  • Restrição de acesso para administradores: Apenas pessoas autorizadas devem ter acesso a credenciais administrativas.
  • Acesso físico controlado: Servidores e equipamentos críticos devem ser mantidos em locais protegidos, idealmente com controlo de acesso físico e monitorização.

Ciberseguros e Conformidade com Regulamentações

Para as pequenas empresas, um seguro contra ciberataques pode ser uma solução vantajosa. Contudo, o livro alerta para o facto de nem todos os seguros cobrirem todos os tipos de danos, sendo essencial verificar as cláusulas e restrições antes de contratar a apólice.

As pequenas empresas devem estar atentas às regulamentações de segurança cibernética, como o Regulamento Geral de Protecção de Dados (RGPD) na União Europeia e a Lei Geral de Protecção de Dados (LGPD) no Brasil. Dependendo do sector da empresa, normas como o PCI DSS (para o processamento de pagamentos com cartões) podem ser obrigatórias.

Outros Cuidados

  • Segurança no acesso à internet: Implementação de redes seguras, VPNs e autenticação multifactor (MFA).
  • Proteção contra ataques DDoS: Empresas que operam sites ou serviços online devem considerar soluções de protecção contra ataques de negação de serviço.
  • Uso de certificados SSL/TLS: Para garantir conexões seguras e a credibilidade do site da empresa.
  • Backup de dados: Manter backups regulares e protegidos contra ransomware.
  • Teste de segurança e pentests: As pequenas empresas podem beneficiar de testes regulares para identificar falhas na segurança.

Segurança Cibernética para Grandes Empresas

A segurança em grandes empresas envolve desafios adicionais devido à complexidade das operações, ao volume de dados processados e ao elevado número de colaboradores e parceiros.

 

Diferenças entre Pequenas e Grandes Empresas 
  • Infraestruturas mais complexas: As grandes empresas possuem múltiplas redes, sistemas personalizados e estruturas híbridas (cloud + locais).
  • Maior superfície de ataque: Com um maior número de pontos de entrada, os invasores encontram mais oportunidades para atacar, o que torna a defesa mais difícil.
  • Recursos financeiros superiores: Embora disponham de mais recursos para investir em segurança, isso também as torna alvos mais atractivos para hackers.
O papel do Chief Information Security Officer (CISO)

As grandes empresas geralmente contam com um CISO (Chief Information Security Officer), cuja responsabilidade é gerir a segurança cibernética da organização. O CISO deve:

  • Garantir a implementação das melhores práticas e políticas de segurança.
  • Coordenar a resposta a incidentes de segurança.
  • Assegurar a conformidade com as regulamentações internacionais.
  • Treinar e sensibilizar colaboradores e parceiros sobre segurança.
5 Procedimentos no caso de incidentes e violações de dados pessoais
Regulamentações e Conformidade

As grandes empresas estão sujeitas a regulamentações mais rígidas. Algumas das normas mais relevantes incluem:

  • RGPD (Regulamento Geral de Protecção de Dados)
  • SOX (Sarbanes-Oxley Act) – Para empresas de capital aberto nos EUA.
  • HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act) – Para o sector da saúde.
  • PCI DSS – Para empresas que processam pagamentos com cartões.
Planeamento de continuidade e recuperação de desastres

As grandes empresas necessitam de planos robustos para garantir a continuidade das operações após um ataque. Isto inclui:

  • Planos de recuperação de desastres (DRP - Disaster Recovery Plan).
  • Planos de continuidade de negócios (BCP - Business Continuity Plan).
  • Testes regulares para garantir a eficácia dos planos.
Proteção Avançada

As grandes empresas devem investir em tecnologias avançadas, como:

  • Soluções de Inteligência Artificial para detectar padrões de ataque.
  • Segmentação de rede para reduzir o impacto de invasões.
  • Monitorização contínua e análise de logs.

Gestão de Fornecedores e Terceiros

Os hackers muitas vezes exploram vulnerabilidades nos fornecedores e parceiros para aceder aos sistemas corporativos. As empresas devem exigir padrões mínimos de segurança dos seus fornecedores e realizar auditorias periódicas.

Conclusão

A segurança cibernética nas empresas exige estratégias específicas para enfrentar diferentes desafios. As pequenas empresas devem concentrar-se na sensibilização dos colaboradores, políticas de acesso restrito e conformidade com as normas básicas, enquanto as grandes empresas devem adotar abordagens mais avançadas, com tecnologias de ponta, equipas dedicadas e uma conformidade rigorosa com as regulamentações.

A implementação de uma boa política de segurança pode ser a diferença entre uma empresa que continua a operar normalmente e outra que sofre prejuízos irreparáveis devido a um ciberataque.

Fonte

Fonte: Steinberg, J. (2022). Cybersecurity for dummies. John Wiley & Sons.

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