Financiamento alternativo

Financiamento Alternativo

Empresa de Consultoria
19/07/2018
Financiamento alternativo

Financiamento Empresarial em Portugal

Todos sabemos que o financiamento é um fator absolutamente fulcral para o investimento, expansão e mesmo para o normal funcionamento no curto prazo das empresas. Consequentemente, a forma como uma empresa se financia influencia em grande modo a sua atividade.

Tradicionalmente, a forma mais comum de obtenção de fundos (dívida), para uma PME, é o recurso ao crédito bancário. Em Portugal, o espetro de financiamento é ainda muito tradicional, centrando-se quase na totalidade no recurso às instituições bancárias (mais de 70% da dívida das empresas nacionais é crédito bancário[1]).

No entanto, esta forma de financiamento apresenta inúmeras limitações para as empresas:

  • dificuldades em obter financiamentos com prazos superiores a 3 anos;
  • financiamento máximo é aproximadamente 2x o EBITDA das empresas;
  • exigência de garantias sobre ativos;
  • cláusulas limitativas de atividades futuras das empresas (como por exemplo aquisições, política de dividendos, entre outros);
  • pouca flexibilidade;
  • processo burocrático.


[1 European Investment Fund Report “Institutional non-bank lending and the role of debt funds”

 

Equity

Dívida

Valores meramente indicativos

Bolsa

Private Equity

Obrigações

Direct Lending

Empréstimos bancários

 

Financiamento

 

> 10 M €

> 2 M €

5 – 50 M€

> 2 M€

Mais baixo para Crowdlending

Diverso

 

Dimensão Empresa

Média - grande

Média - grande

Média - grande

PME

Diverso

 

Flexibilidade

Baixa

Média - alta

Baixa

Elevada

Baixa – média

 

Velocidade Execução

Baixa

Baixa

Baixa - média

Rápido

Médio – rápido

 

Custo de Financiamento

10 – 20 %

20 – 25 %

4 – 7,5 %

7 – 9 %

1,5 – 5 %

 

Duração

Permanente

3 – 7 anos

1 – 10 anos

4 – 8 anos

< 5 anos

 

 

Direct Lending

O foco deste artigo é exatamente uma destas formas de financiamento alternativo, mais concretamente o Direct Lending, que consiste, como o próprio nome indica, num empréstimo direto, não envolvendo qualquer instituição bancária. Apercebendo-se das dificuldades criadas pelo sistema bancário na concessão de crédito, diversos gestores de ativos começaram a financiar empresas de média dimensão, oferecendo um processo mais flexível e com prazos mais alargados aos mutuários, mesmo que para isso os custos de financiamento sejam um pouco superiores aos do sistema bancário.

O processo de Direct Lending inicia com os gestores de ativos a angariarem fundos via investidores interessados em adquirir dívida empresarial. No processo dessa angariação, definem um conjunto de critérios que os mutuários de investimento terão de cumprir, desde prazos, garantias, critérios de elegibilidade, entre outros. As empresas interessadas na obtenção deste tipo de financiamento serão analisadas pelos gestores de ativos, num processo também ele exigente, mas claramente mais flexível e menos burocrático do que o que sucede com o financiamento bancário.

Atualmente não só empresas gestoras de ativos estão a enveredar pelo Direct Lending. Da mesma forma que as empresas procuram alternativas ao financiamento bancário, diversos são os investidores que procuram também novas formas mais atrativas de investimento. Gradualmente, investidores de menor dimensão vão-se apercebendo das vantagens de investimentos alternativos. Com isso surgem cada vez mais plataformas de Crowdlending (empréstimo direto de um conjunto de pessoas individuais, que somando as suas pequenas quantidades, financiam empresas), entre outras.

Assim sendo, podemos dividir o Direct Lending em dois tipos:

  • os gestores de ativos, que correspondem a entidades com visibilidade e credibilidade no panorama económico-financeiro, aplicáveis a empresas de média dimensão, cujos valores de empréstimos são superiores a 2 milhões de euros (é neste que se foca a nossa proposta de valor para os nossos clientes);
  • plataformas de Crowdlending, com valores de financiamento mais baixo, dedicados a micro e pequenas empresas.

O Direct Lending apresenta como vantagens para os mutuários:

  • o aumento do espetro de opções de financiamento;
  • obtenção de financiamento num curto espaço temporal;
  • obtenção de financiamento de longo prazo, mantendo a autonomia da empresa;
  • maior flexibilidade comparativamente com as restantes opções de financiamento;
  • possibilidade de acesso a uma rede de contactos inerente à instituição mutuante.

No entanto, como previamente mencionado, apresenta custos um pouco superiores aos inerentes a empréstimos bancários, uma vez que, como exposto no ponto anterior, tem facilidades e benefícios que esses não providenciam.

A tabela seguinte resume as condições, critérios de elegibilidade e forma de funcionamento padrão das soluções de direct lending que propomos aos nossos clientes. Podem existir algumas ligeiras oscilações destes padrões em casos particulares.

Condições

Prazo

4 – 7 anos

Flexibilidade

Empréstimo sem finalidade específica

Combinável com outras fontes de financiamento

Garantias

Baseadas exclusivamente em fluxos de caixa

Classificação de risco por agências de rating

Dimensão do financiamento

Entre 2 a 60 M€

Dimensão dos mutuários

Até 5x o EBITDA

Margem do EBITDA: > 5%

Custos

6,5 – 9 %

Comissões de abertura, estudo e outros

Duração do processo

4 - 9 semanas

Etapas até ao financiamento

Análise de crédito

Rating

Due Diligence

Estruturação do contrato

Setores

Todas as indústrias, exceto instituições financeiras e real estate

Outras condições

Mínimo 3 anos em funcionamento

Mínimo 2 anos de contas auditadas

 

Esta é uma alternativa viável que apresentamos aos nossos clientes para impulsionar os seus negócios.

Se pretender mais informações sobre financiamento alternativo poderá contactar-nos.