Episódio 1: António Poças | Incentea

Resumo

Podcast
António Poças e Paulo Lourosa em estúdio

Neste episódio do podcast Fusões e Visões com António Poças, fundador e CEO do Grupo Incentea, uma referência no setor das tecnologias de informação em Portugal, a conversa abordou a sua trajetória pessoal e profissional, marcada por um crescimento sustentado através de múltiplas operações de fusão e aquisição, mantendo sempre o foco nas pessoas e na cultura organizacional. Com formação em Engenharia Eletrotécnica pelo Instituto Superior Técnico, António iniciou a carreira na indústria antes de enveredar pela consultoria tecnológica e gestão empresarial. Hoje, a Incentea fatura cerca de 23 milhões de euros, com operações em oito países, mais de 350 colaboradores e 28% da receita gerada fora de Portugal.

Ao longo do episódio, António explicou como experiências na infância e no escutismo moldaram a sua visão de liderança participativa e colaborativa. Partilhou a história da criação da empresa, inicialmente integrada num grupo industrial, e destacou o rigor de gestão desde o primeiro dia. Um dos momentos mais marcantes foi o MBO (Management Buy-Out), que permitiu à equipa assumir o controlo e abrir caminho para uma estratégia de crescimento baseada em fusões e aquisições. Falou sobre os desafios enfrentados, como a resistência das segundas linhas nas empresas adquiridas, e a importância da credibilidade, da confiança e da integração cultural para garantir o sucesso das operações.

A internacionalização surgiu como um passo natural, começando por Cabo Verde em 2007 e expandindo para Angola, Moçambique e Espanha, sempre com foco na adaptação cultural e na formação de equipas locais. António revelou ainda os planos ambiciosos para os próximos anos: duplicar a faturação até 2028, combinando crescimento orgânico e inorgânico, o que exigirá financiamento externo e uma abordagem mais profissionalizada aos processos de M&A.

Entre as principais lições, destacou a necessidade de acreditar genuinamente no projeto, manter humildade para ceder quando necessário e valorizar a integração humana. Para António, o sucesso não depende apenas de números, mas também da capacidade de criar valor conjunto e preservar relações. No final, deixou uma mensagem simples e poderosa à próxima geração: “Sejam felizes e lutem por isso.”

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