Levante a mão o médico, engenheiro, advogado ou empresário que sempre sonhou com uma discussão sobre temas contábeis. Não fico chateado de não ver nem uma só mão levantada, aliás, ficaria surpreso se tivessem algumas, espantado se fossem muitas e desistiria de escrever este artigo se todo o mundo estivesse levantando as mãos com grande e incontido entusiasmo.
Agora levantem a mão os empresários que nunca se fizeram ao menos uma das perguntas a seguir, no que se refere ao futuro do seu empreendimento.
Todas as perguntas acima, de uma maneira ou outra, acabam tendo componentes de dois elementos importantíssimos no afazer empresarial de hoje e de sempre, com especial ênfase nas pequenas e médias empresas familiares: a existência de certo grau de conflito entre os sócios ou as famílias e a avaliação da empresa.
No que se refere aos potenciais conflitos, é possível que a primeira ideia seja: “lá vamos nós brigar na justiça por anos a fio, talvez para concluir com uma solução que não satisfaça nenhuma das partes”. E o que é pior: “será que essas demoras poderiam ferir o próprio empreendimento, reduzindo a pó seu valor”? Nessas circunstâncias, muitos poderão ficar no “deixa pra lá” e perder muito do seu patrimônio, duramente conquistado. Não é justo! A boa notícia é que a resposta está dentro da sua organização, possivelmente a poucos metros da sua sala.
O primeiro quesito é entender que uma empresa só pode ser bem administrada se os tomadores de decisão contam com informações de qualidade e oportunas. Ou seja, de nada adianta ter informações imprecisas ou incompletas e/ou se elas chegam às mãos dos gestores com grande atraso. É aqui que entram os contadores. Os empresários/gestores não precisam ter conhecimentos contábeis, nem gostar de entrar em profundidade no conhecimento das normas contábeis vigentes, mas precisam entender que só uma contabilidade bem-organizada e eficiente vai lhes proporcionar informações completas, precisas e oportunas.
Conclusão: é essa exatamente a missão dos nobres contadores. Um time contábil com boa formação técnica e com os meios necessários (equipamentos e programas de computação) é o que basta para que o empresário tenha em mãos, de forma praticamente contínua, informação de qualidade e produzida de forma oportuna, de modo que as decisões sejam tomadas com bases sólidas. A essa informação, obviamente, o empresário/gestor deve somar um conhecimento profundo e contínuo da sua indústria, do seu ambiente de negócios e da qualidade e ações de seus concorrentes. As bases do seu sucesso, desse modo, estarão na sua mão.
O conteúdo apresentado reflete exclusivamente a opinião de Ricardo Rodil e não necessariamente representa o posicionamento institucional da Crowe Macro.