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A importância de fazer a escolha certa para 2019

Leandro Cossalter
31/12/2018
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O ano de 2018 foi um ano difícil para o Brasil e para os empresários, tivemos Copa do Mundo, eleições, feriados que não acabavam mais, sem falar dos diversos escândalos políticos e a crise econômica, mas 2019 já começou e uma das providências que os empresários precisam analisar para este ano é escolher o seu regime de tributação.

Em um país onde a carga tributária compromete grande parte do faturamento das empresas, precisamos tomar muito cuidado para não errar para esse ano que começa. É necessário analisar criteriosamente as perspectivas de 2019, e planejar corretamente o regime tributário.

Para isso não deve ser considerado apenas o ano de 2018 como parâmetro para projetar 2019, o empresário deverá considerar diversos fatores que ainda não foram materializados, como perspectivas econômicas e possíveis alterações na legislação tributária, contando com uma assessoria adequada para não cometer erros.

Entre os fatores que temos que analisar para escolher se nossa empresa irá apurar o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Liquido (CSLL), no regime de apuração do Lucro Real ou no Lucro Presumido, deve-se considerar não somente o que já aconteceu e sim o que entendemos que vai acontecer. Para tanto os empresários e seus assessores deverão elaborar um planejamento de negócios não somente para 2019 e sim para os próximos um ou dois anos, considerando possíveis oscilações do mercado, econômico interno e externo, entre outras vertentes.

Outra questão a ser analisada é o impacto que a apuração da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e o Programa de Integração Social (PIS) terá sobre o regime escolhido, já que para a maioria das empresas a escolha do regime tributário influencia diretamente entre a apuração das contribuições de forma cumulativa ou não cumulativa.

O quadro é realmente complexo e merece uma atenção toda especial. Entender como a empresa vai se portar em 2019, se ela será linear ou poderá sofrer oscilações durante o exercício, como irá tratar seus rendimentos financeiros, qual será o volume de investimento, se terá o não incremente de custos e despesas, impactos no fluxo de caixa, aproveitamento de retenções. As análises são infinitas e um erro poderá comprometer todo o ano, lembrando que a escolha do regime de apuração deverá ser efetuada no início do ano através do recolhimento da primeira guia do IRPJ e será irretratável para todo o exercício.

A Crowe possui especialistas para análise das principais operações praticadas pela empresa, identificação de alternativas para a otimização da carga tributária, bem como orientação para a correção de eventuais irregularidades.

 

Leandro Cossalter  é Sócio de Tributos da Crowe Brasil. Possui mais de 22 anos de experiência no atendimento a empresas de diversos portes e ramos de atividade como consultor tributário, atuando principalmente em planejamentos tributários, consultoria e due diligence.